“Como
é doce contemplar da praia as ondas levantadas pela tempestade
e o risco de um infeliz que luta contra a morte: não porque
tenhamos prazer na desgraça do próximo, mas porque a
vida nos consola dos males dos quais não padecemos.”
Lucrécio.
É necessário
estar preparado para enfrentar uma crise. As primeiras horas e a primeira
semana são as mais difíceis, pois é necessário
tomar decisões rápidas em um momento de estresse e de
informações desencontradas. A perda de controle, a percepção
de assédio e de perseguição, o pânico e
as ações baseadas em uma perspectiva de curto prazo
propiciam o caos e a confusão.
Embora alguns responsáveis
pela gestão de crise prefiram a negação, recusando-se
a responder às perguntas da imprensa, outros preferem controlar
as notícias e divulgar dados parciais e pouco precisos. Em
ambos os casos, cria-se uma falta de credibilidade por parte dos responsáveis
pelas ações de salvamento e a imprensa procura investigar,
por própria conta, o que não foi revelado, colocando
em risco outras vidas e todo o êxito do plano. Poucos são
aqueles que tentam adotar uma estratégia de comunicação
mais franca e aberta. O mais indicado é manter a mídia
suficientemente informada sobre os eventos, enquanto se procede a
uma verificação mais ampla. A história deve ser
comunicada com base nos fatos; se houver dificuldades, a imprensa
construirá a história.
Não há
regras pré-determinadas para elaborar um bom plano de comunicação
em momentos de crise. Por melhor que se gerencie, sempre será
possível aperfeiçoar, porque na verdade as crises ocorrem
de maneira previsível. Entretanto, assim como nas ações
de emergência, nas ações de comunicação
é necessário criar um protocolo de funcionamento que
deve ser difundido por meio da capacitação de todo o
corpo de profissionais implicados nestes cenários. Trata-se
de um trabalho intenso antes da crise, durante o qual é necessário
criar diversos cenários. Nesta etapa, devem-se identificar
todos os recursos humanos e técnicos para desenvolver o plano
de emergência. É, pois, muito mais eficaz e econômico
investir durante a etapa de prevenção que deixar para
investir na última hora. Nesta etapa, os seguintes conselhos
são úteis:
-
Definir claramente o papel da comunicação na situação
específica de emergência. Isto o ajudará a
se concentrar no seu objetivo.
-
Identificar o público-alvo do trabalho de emergência.
Por exemplo, os habitantes das áreas mais afetadas, os
parentes das vítimas, a imprensa, os governos e instituições
doadoras, a comunidade internacional, etc.
-
Identificar as necessidades deste público em uma situação
de emergência. É útil realizar exercícios
de imaginação e de observação.
-
Definir os objetivos que se deseja alcançar com relação
ao trabalho da equipe de comunicação.
-
Estabelecer os parâmetros de conduta ética que o
trabalho de comunicação deve seguir, como por exemplo,
discutir previamente se os corpos das vítimas de um desastre
aéreo podem ficar expostos na rua, ao alcance das filmadoras
e máquinas fotográficas. Não esperar o último
momento para discutir essa questão.
-
Formar e capacitar uma equipe. Os jornalistas, técnicos
em tecnologia da comunicação e os locutores com
experiência em jornalismo diário são os mais
ágeis e podem facilitar bastante o trabalho, pois estão
acostumados a trabalhar diariamente sob pressão em busca
de informação, na preparação da mesma
e na transmissão de tais notícias o mais rapidamente
possível. Preparar um organograma da equipe. Este organograma
deve ser preparado de maneira simples e detalhada, para que possa
ser colocado em lugar visível a fim de que todos conheçam
suas funções. Formar uma equipe de comando. Lembrar
que, durante a primeira semana, a equipe deverá estar disponível
durante 24 horas por dia. Por conseguinte, deve-se contar com
pelo menos duas pessoas para cada função. É
necessário que haja rotatividade nas funções,
devido ao alto nível de estresse.
-
Capacitar todo o pessoal técnico para dar entrevistas,
deixando claro, porém, que nem todos o farão. Será
necessário identificar os possíveis porta-vozes.
Assegurar que toda a equipe de comunicação assista
à capacitação, assim como à preparação
do plano de contingência e das simulações.
-
Criar mensagens para o público e respostas a possíveis
perguntas por parte da imprensa. De maneira geral, em momentos
de crise, a imprensa faz perguntas sobre aspectos conhecidos,
sendo possível, portanto, criar listas de possíveis
respostas.
-
Identificar todos os recursos tecnológicos de comunicação
que possam estar disponíveis em uma situação
de emergência. Aumentar ao máximo esses recursos.
Lembrar que os recursos formais, como a telefonia e a energia
elétrica, podem vir a falhar durante a emergência.
Isto poderá impedir a transmissão de fax, correio
eletrônico, etc. Preparar planos de distribuição
de dados com cenários tecnológicos diferenciados,
sem esquecer, porém, que nessas situações
o rádio e a Internet são meios privilegiados.
-
Preparar uma página web de emergência. Durante a
crise, esta página deve substituir a página principal
de sua organização. Criar recursos que possam adaptar-se
rapidamente às necessidades que foram identificadas durante
os exercícios ou experiências prévias. Tentar
publicá-la em algum servidor para que possa servir de referência
a quem procura informações.
-
Desenvolver um plano de transporte e de infraestrutura para a
imprensa, nas áreas mais críticas. A imprensa deve
permanecer o mais próximo possível do lugar. Definir
qual é a via exclusiva para acesso da imprensa. Programar
visitas guiadas a fim de evitar que, tentando obter melhores imagens,
a imprensa invada zonas perigosas.
-
Reservar, junto ao comando das operações, uma área
de trabalho da equipe de comunicação com toda a
infraestrutura possível para a transmissão de mensagens,
entrevistas coletivas, leitura de boletins, alimentação,
refúgio e descanso para a imprensa.
- Desenvolver uma
rede de associados que possam dar apoio, com recursos humanos e
tecnológicos. As emissoras de rádio e televisão
de maior alcance podem ser muito úteis e devem ser incluídas,
pelo menos como parte dos exercícios prévios de capacitação.
-
Identificar no comando das operações um porta-voz
e definir com ele uma estratégia para as entrevistas, a
fim de não criar obstáculos para os trabalhos de
resgate e salvamento. Evitar que a autoridade maior do comando
exponha-se à imprensa, pois se trata de um recurso destinado
a evitar o caos e reforçar a credibilidade dos trabalhos
durante os momentos mais graves da crise. Essa autoridade deverá
indicar um assistente que ficará encarregado de transmitir
a informação e, eventualmente, do contato com a
imprensa. A voz da crise deverá ser uníssona, transmitindo
segurança e credibilidade e ajudando o público a
manter a confiança no comando. Confiar significa entregar-se
à proteção de alguém ou de algo. Isto
deve ser lembrado aos possíveis porta-vozes, que se identificarão
durante a capacitação.
-
Definir rapidamente duas ou três mensagens para este momento
inicial, que deve ser usado para limitar a ansiedade pública
e proporcionar informação oportuna, correta e atualizada,
principalmente sobre as vítimas. Neste momento, o comando
dos trabalhos deverá ser identificado. O público
quer receber informações agora e também quer
saber o que aconteceu, onde e o que está sendo feito, de
maneira precisa e no momento adequado. É importante que
fique claro qual é a ameaça, sua duração,
o número de vítimas e como o problema está
sendo solucionado. Mas, não diga apenas de maneira imprecisa
como o problema será solucionado. Melhore a sua mensagem,
informe as precauções a serem tomadas em quantos
minutos, dias ou horas e em que momento será possível
obter um resultado a ser apresentado a todos. Toda mensagem deve
transmitir claramente o desejo e a determinação
do comando em esclarecer a situação ou corrigir
possíveis problemas.
-
Não perder tempo com trâmites burocráticos
nem tentar aprovar ou divulgar os comunicados e mensagens escritas
por terceiros. O organograma e o fluxograma do trabalho de equipe,
preparados com antecedência, devem ficar em um lugar visível
e refletir o momento de emergência no qual um fluxo da informação
deve ser o mais simples possível. É necessário
confiar tanto na equipe de comunicação como na equipe
de operações.
-
Coordenar a periodicidade das entrevistas e dos boletins com o
comando de operações e com a imprensa. Preparar
uma agenda para as visitas guiadas. Na medida do possível,
restringir a presença da imprensa aos cordões de
isolamento mais próximos ao mínimo possível,
dando prioridade aos fotógrafos e aos cameramen.
Na medida do possível, filmar e fotografar as áreas
para distribuição.
As visitas das autoridades
ao local são um momento importante e estressante do trabalho.
Estas visitas são programadas geralmente para tranqüilizar
os ânimos e fazer com que o público sinta que a solução
dos problemas é uma prioridade política e que o mais
alto escalão do governo está acompanhando de perto os
trabalhos. Coordenar previamente com os assessores governamentais
uma estratégia de visita e de entrevistas, a fim de evitar
desencontros. Preparar-se para lidar com situações difíceis,
como críticas, nervosismo, discussões entre as autoridades
e as vítimas, tumultos e confusões com a imprensa, etc.,
que projetam uma imagem de caos e de falta de controle.
É um desafio
enfrentar os meios de comunicação, em qualquer circunstância.
As “fontes” e os meios de comunicação têm
objetivos diferentes. A “fonte” quer que o público
tenha uma perspectiva favorável ou, pelo menos, que a sua postura
em determinada situação seja exposta de maneira clara,
precisa e justa. Já os meios de comunicação,
geralmente consideram isto menos importante. O que eles desejam é
publicar uma história sobre algo que as pessoas não
sabem, algo interessante e que exerça uma influência
sobre a população.
É necessário
lembrar que, neste tipo de jogo, os meios de comunicação
têm a última palavra. Não se deve discutir com
o jornalista nem perder a compostura. Quem o fizer deve saber que
jamais sairá vencedor numa discussão deste tipo. Alguns
jornalistas deliberadamente provocam uma discussão com o objetivo
de suscitar uma resposta interessante. Em todo caso, não se
deve esquecer que são eles quem divulga a informação.
Neste momento é
fundamental transmitir mensagens sobre a recuperação,
ou seja, as ações que permitirão, a curto prazo,
a retomada dos serviços básicos e o conserto dos danos
físicos e sociais sofridos pela comunidade.
É fundamental
fornecer informações à imprensa e ficar acessível
para evitar rumores. Deve-se ficar atento às informações
publicadas, para corrigir imediatamente qualquer notícia equivocada.
É necessário
lembrar que, em momentos como este, procuram-se histórias que
aumentem a empatia do público com o esforço e o sofrimento
das vítimas (por exemplo, o bombeiro que arriscou a vida para
salvar uma criança, o adolescente que conseguiu sobreviver
vários dias sem água nem alimento, o cão que
encontrou uma criança, a pessoa idosa que conseguiu salvar-se
graças ao telefone celular, o reencontro emocionante de parentes
desaparecidos, a emoção e o estresse das equipes de
trabalho). Estes são exemplos das histórias que a imprensa
explora de maneira exaustiva e que também devem ser exploradas
pela equipe de comunicação, para motivar a população
e reforçar a confiança no comando. As pessoas ficam
mais propensas a modificar a sua conduta por causa dos aspectos culturais
e emotivos do que pela informação objetiva que lhes
é fornecida.
O público deve sentir que é capaz de agir em um momento
de crise, de forma a reduzir a probabilidade de vitimização
e medo. A preparação física e mental liberará
a ansiedade, mesmo diante de uma possível lesão ou da
morte. Uma mensagem de ação pode proporcionar às
pessoas o sentimento de que podem fazer algo para melhorar a situação,
deixando de ser vítimas passivas da ameaça.
Deve-se fazer o possível para que as pessoas entendam e apóiem
os planos de resposta e recuperação. À medida
que a crise evolui, será conveniente antever o persistente
interesse e o escrutínio por parte dos meios de comunicação.
Certos desenvolvimentos inesperados, rumores ou desinformação
podem fazer com que a mídia assuma uma atitude negativa com
relação aos comunicadores da organização.
Alguns outros profissionais, líderes de opinião, especialistas
e especialistas não relacionados com a organização
poderão fazer comentários em público sobre os
problemas da crise e, algumas vezes, contradizer ou tirar conclusões
errôneas da mensagem. Deve-se estar preparado para receber críticas
sobre a gestão da situação.
À medida que
a crise se resolver, volta-se a um estado normal de trabalho com um
entendimento completo do que aconteceu, ao mesmo tempo em que todos
os sistemas de recuperação começam a funcionar.
Esta fase caracteriza-se por uma redução do interesse,
tanto por parte do público como por parte da mídia.
Uma vez resolvida a crise, talvez seja necessário responder
às perguntas inquisitivas dos meios de comunicação
sobre a maneira como foi administrada a situação. Surge,
portanto, a oportunidade de reforçar as mensagens de saúde
pública, enquanto o tema ainda ocupa a atenção
de todos. Talvez seja necessário criar campanhas de conscientização
do público ou fazer mudanças na página da internet.
Estudos já demonstraram que em geral a comunidade está
mais disposta a evitar um risco e a aceitar a educação
sobre lenitivos logo após a ocorrência de um desastre.
Após o fim da crise, é fundamental também avaliar
o desempenho do plano de comunicação, documentar as
lições aprendidas e determinar as ações
específicas que levem a melhorar o sistema ou o plano da crise.
Abaixo algumas práticas negativas que contribuem para uma reação
fraca do público e que podem ser contornadas com planejamento,
estudos e capacitação:
- Mensagens diferentes
de vários especialistas;
- Fornecimento de
informação atrasada que faz com que os eventos sejam
discutíveis;
- Mensagens que tentam
dar segurança em excesso;
- Recomendações
ao público sem uma cuidadosa revisão;
- Não enfrentar
e corrigir os boatos que surjam;
- Porta-vozes que
demonstram comportamento ruim, conduta inadequada, falta de empatia
ou uso impróprio do humor.
É possível
que condutas perniciosas combinadas a práticas nocivas de comunicação
provoquem reações inadequadas, de forma tal que estas
situações possam tornar-se de difícil controle
durante a reação a uma crise.
Nessas condições,
a comunicação é fundamental para prevenir respostas
negativas por meio dos seguintes pontos:
- a execução
de um sólido plano de comunicação durante a
crise;
- tornar-se a principal
fonte de informação;
- expressão
de empatia e cuidado;
- demonstração
de competência e experiência;
- uma atitude receptiva
e honesta;
- compromisso e dedicação
permanente à reação e à retomada da
situação.
| Necessidades
e tipos de público |
|
As necessidades do
público podem ser identificadas de três maneiras:
- Sua relação
com o incidente;
- Suas diferenças
psicológicas;
- Suas diferenças
demográficas.
Existem diferentes
públicos aos quais deve ser dirigida a comunicação
sobre riscos em situações de emergência e de crise:
- Os meios de comunicação;
- O público
afetado pelo desastre ou situação de emergência
e a quem são dirigidas as mensagens de ações;
- Membros das famílias
das vítimas e dos trabalhadores que recebem a resposta;
- O público
que se encontra na localidade mais próxima, porém
fora da área atingida pelo desastre ou pela situação
de emergência e ao qual não são dirigidas as
mensagens de ações;
- Trabalhadores que
vão participar da resposta e da recuperação
da situação de emergência;
- Profissionais médicos,
e da área de saúde pública, envolvidos na resposta
à situação de emergência;
- Profissionais da
área da saúde que não pertencem à equipe
de reação à crise ou à situação
de emergência;
- Líderes
cívicas, locais, estaduais e nacionais;
- Congresso;
- Comércio
e indústria;
- Comunidade nacional;
- Países vizinhos;
- Comunidade internacional;
- Parceiros e atores
específicos da situação de emergência.
Determinar
no plano de ação uma estratégia para cada público.
Em um primeiro momento, concentrar-se nos quatro primeiros públicos
desta lista.
O papel do porta-voz
em uma situação de emergência é comunicar
ao público as informações que este quer ou necessita
saber para reduzir a incidência de doença ou morte.
O porta-voz não é responsável somente pelas mensagens
transmitidas, mas também deve estar envolvido em sua elaboração,
para que elas se tornem suas. As palavras e as pessoas devem ser coerentes.
O porta-voz não deve apenas ler a mensagem, mas deve também
demonstrar que acredita naquilo que está dizendo. Se o porta-voz
não entende perfeitamente o propósito da mensagem ou
da recomendação, haverá problemas para assumir
o estado de confiança necessário, a fim de transmitir
segurança e credibilidade.
Após um evento, a indignação sem dúvida
será universal e extraordinariamente alta, quer o perigo seja
real ou imaginário. Uma das metas deve ser a busca de um equilíbrio,
longe da negação e do medo paralisante e de um estado
mais racional, ao perceber uma atitude de cuidado e de transmissão
clara das informações. Entretanto, é necessário
ser honesto com as pessoas sobre os perigos que podem vir a enfrentar,
pois de outra maneira haverá perda de confiança.
No caso de incidentes de origem antropogênica é muito
difícil justificar-se para pessoas que estão indignadas.
Entretanto, pedir desculpas é um dos mecanismos mais eficazes
para reduzir a indignação. Existem quatro passos para
pedir desculpas:
- Dizer o que
fez: explique as circunstâncias e diga que agiu mal.
- Dizer que sente
muito: é necessário expressar-se de todo coração.
- Fazer o que
é correto para corrigir o problema: reconheça
o problema e inicie imediatamente sua solução.
- Fazer o que
é correto e compensar as vítimas: isto é
muito importante, não somente é necessário
evitar que tais acidentes aconteçam como também é
necessário compensar pelos danos.
Em cada uma
das situações de emergência, a organização
enfrenta duas tarefas emocionais dolorosas: inferir e enfrentar as
emoções que o público sente ou nega, e inferir
e enfrentar as emoções que a própria organização
sente ou nega. O comunicador de saúde tem que administrar três
níveis de excitação ou de negação
emocional: a do público, a do técnico e a do próprio
comunicador. Não será fácil, mas faz parte do
trabalho e deve ser enfrentado.
O porta-voz deve estar disponível 24 horas por dia e fornecer
os números de telefone onde possa ser encontrado. Nunca se
deve especular sobre situações desconhecidas. A fim
de reforçar a confiança, é necessário
preparar com antecedência grupos de informação
geral e atualizar com freqüência a informação.
Lapsos no fluxo de informação provocam especulação
e aumentam a ansiedade.
É necessário manter a discussão voltada para
os fatos.
No caso de uma sessão pessoal, recomenda-se:
-
Caso esteja sendo atacado de forma pessoal, lembrar à pessoa
que ela está com raiva da situação, não
de você;
-
Apoiar-se na linguagem corporal aberta (consultar a seção
correspondente a este tema);
-
Usar uma linguagem em tom suave e volume mais baixo do que a da
pessoa zangada;
-
Anotar as preocupações e as perguntas das pessoas;
-
Ao ouvir uma preocupação ou queixa, repetir o que
ouviu e perguntar se entendeu corretamente;
-
Permitir que as pessoas expressem seus sentimentos e pedir-lhes
que lhe permita anotar suas preocupações;
-
Admitir desconhecer a resposta e oferecer-se para averiguá-la
e fazê-lo o mais rapidamente possível;
-
Não prometer o que não pode cumprir. Explicar que
existem certas variáveis que não podem ser controladas,
como tempo e os resultados das análises laboratoriais,
mas que fará o possível para manter os prazos.
| Como
dar uma boa entrevista: |
|
10 mandamentos:
- Não mentir;
- Não dizer
nada que não queira ver divulgado;
- Não dar
entrevistas com pressa;
- Não dar
respostas longas e incoerentes;
- Não repetir
as palavras e frases negativas dos jornalistas;
- Não perder
o controle da entrevista;
- Não utilizar
jargão;
- Não se sentir
obrigado a responder;
- Não começar
uma entrevista se não tiver um objetivo claro de comunicação;
- Não começar
uma entrevista caso as mensagens que pretende comunicar não
sejam concretas.
| Agora,
convidamos o leitor a rever um estudo de caso sobre "A Epidemia
de Cólera no Peru", onde é feita uma análise
da comunicação em crise. |
| Referências
bibliográficas |
|
-
1. Andrade Filho, Carlos Wilson. O corpo de lata no rito do movimento:
percepções e entendimentos semióticos do
trânsito auto-motor nas grandes cidades. 2002. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Pós-Graduação em Comunicação
Social, Universidade de Brasília, Brasília. 124f.
-
2.
Department for International Development. Working with the media
in conflicts and other emergencies. Rwanda, [1997]. 70p.
-
3.
Freimuth, Vicki. Communication. Atlanta: Centers for Disease and
Prevention Control, 15f.
-
4.
National Association of Science Writers. Communicating science
news: a guide for public information officers, scientists and
physicians. Greenlawn, 1996. 36p.
-
5.
Pinho, J. B. Relações públicas na internet:
técnicas para informar e influenciar públicos de
interesse. São Paulo: Summus, 2003. 215p. (Novas Buscas
em Comunicação, 68).
|