| 1.
Por que planejar a comunicação de risco? |
|
Antes de ir ao lugar
onde se deseja realizar o trabalho de comunicação de
risco é importante conhecer a situação e as preocupações
da comunidade. Não são seus diplomas nem vínculos
institucionais que lhe darão credibilidade. Você só
terá credibilidade na medida em que conhecer e entender os
problemas da comunidade.
A fase de planejamento
é a base do processo de comunicação de risco.
A falta de planejamento pode levar ao desenvolvimento de um programa
errado que trará problemas à comunidade.
Ao determinar cuidadosamente
o problema logo no início, você poderá reduzir
a necessidade de correções posteriores. Lembre-se que
a correção representa um custo alto. Para conhecer sistematicamente
o problema e desenvolver um plano de comunicação de
risco, comece o processo respondendo às perguntas da comunidade
e fazendo a correlação com seus habitantes. À
medida que for avançando na implementação do
plano de comunicação de risco é importante planejar
como o processo será avaliado, como as atividades serão
desenvolvidas, como serão fornecidas as informações
sobre o progresso do programa e se haverá necessidade de ajustes.
| 2.
Pesquisa sobre os antecedentes |
|
Ao iniciar a coleta
de informações sobre os antecedentes do risco para a
saúde da comunidade, verifique se outras instituições
governamentais da região têm conhecimento ou informações
sobre a situação que lhe possam ser úteis.
2.1 Fontes
de informações
- Arquivos de
registros administrativos (para a Lista de Prioridades Nacionais
[NPL] ou sites do Superfundo)
- Repositório
de informações de relações comunitárias
(Community relations information repository)
- Planos de relações
comunitárias (Community Relations Plan ou CRP)
- Arquivo de
sites do CERCLIS (Comprehensive Environmental Response, Compensation
and Liability Information System) – Resposta Ambiental
Abrangente e Sistema de Informação de Compensação
e Responsabilida
No caso de outros países sugere-se
contatar o Ministério do Meio Ambiente ou a área de
saúde ambiental do Ministério da Saúde.
2.2 Outras
fontes
- Departamentos
ou Ministérios da Saúde
- Serviços
municipais de saúde
- Serviços
estaduais de saúde
- Hospitais locais
ou comunidades médicas
- Meios de comunicação
locais.
Leve em conta as metas
e objetivos que deseja atingir para coletar informações
pertinentes durante esse processo.
| 3.
Como formar a equipe de comunicação |
|
Para que a comunicação
de risco seja eficaz é necessário um esforço
para que todos os membros da equipe apóiem uns aos outros.
Os membros da equipe de comunicação devem dar apoio
aos objetivos gerais.
Esse plano deve ter
como base a informação coletada durante a pesquisa de
antecedentes sobre as preocupações da comunidade. A
equipe de comunicação será organizada formal
ou informalmente, por especialistas, de acordo com as necessidades
específicas do risco a ser tratado.
3.1 Composição
da equipe
Na maioria dos casos
a equipe de trabalho deve ser composta pelas seguintes pessoas:
- Representantes
regionais;
- Avaliadores de
risco;
- Educadores da área
da saúde;
- Epidemiologistas;
- Pesquisadores de
saúde ambiental;
- Representantes
da imprensa ou de políticas externas da sua organização;
- Profissionais da
saúde no âmbito estadual e local.
Sempre que possível
envolva o pessoal de comunicação de outras instituições
e organize reuniões periódicas para compartilhar as
informações e garantir a consistência das mensagens.
3.2 Passos para formar a equipe de comunicação
de risco para a saúde
-
Busque diversidade de habilidades para abordar o tema de comunicação
de forma eficaz.
-
Determine quem serão os responsáveis e os envolvidos,
de acordo com as necessidades de comunicação.
-
Atribua responsabilidades de comunicação a todos
os integrantes da equipe, seja para desenvolver fichas de informação,
ajudar na elaboração de material de comunicação,
informar outros órgãos governamentais, ou participar
nas reuniões públicas.
-
Enfatize, para todos os membros da equipe, a importância
de uma boa comunicação de risco.
-
Defina claramente os papéis que cada integrante da equipe
desempenhará para evitar confusão, duplicidade de
trabalho ou perda de oportunidades.
-
Elabore um plano de comunicação e delegue responsabilidades
para todos os membros da equipe.
-
Mantenha um arquivo centralizado de informações
para que todos os membros da equipe tenham acesso a ele quando
precisarem. Assim serão evitados contratempos caso algum
membro da equipe esteja ausente.
-
Estabeleça táticas eficazes de comunicação
interna, incluindo reuniões presenciais semanais, telefonemas
semanais em conferência e mensagens de correio eletrônico.
-
Realize reuniões e elabore comunicados para informar a
equipe periodicamente.
-
Implemente sessões de capacitação e práticas
de comunicação para seus porta-vozes.
3.3 Como desenvolver
a confiança
O processo de estabelecimento
de confiança com a comunidade exige tempo, paciência
e persistência, além de muita comunicação.
É como o período de namoro onde se deve investir tempo
e esforços para desenvolver a confiança necessária
a fim de que se possa acreditar abertamente no outro. Às vezes
é preciso lutar muito contra preconceitos ou idéias
pré-concebidas sobre funcionários públicos e
instituições oficiais.
3.4 Passos
para estabelecer a confiança
Para estabelecer uma
relação de confiança com a comunidade, recomenda-se
o seguinte:
-
Mostre sinceridade nos seus esforços e no seu papel com
a comunidade. Faça-se notar. Se você tem dúvidas
sobre a utilidade daquilo que faz ou se titubeia nas suas decisões,
a comunidade perceberá.
-
Envolva os membros da comunidade e pergunte sua opinião
sobre a situação em questão. Se eles tiverem
dito algo que você considera importante, pergunte-lhes se
pode incluir essa informação nos seus relatórios
ou nas suas conversas com outras pessoas.
-
Mantenha sigilo. Não repita comentários de uma pessoa
sem o devido consentimento.
- Seja honesto com
os membros da comunidade e consigo mesmo. Explique a informação
com cuidado. Se não souber a resposta para uma pergunta,
diga. Procure saber a resposta e faça-a chegar às
pessoas que perguntaram o mais rápido possível.
- Compartilhe a informação
com rapidez e não exagere nem minimize o risco.
- Cumpra suas obrigações
com a comunidade. Ao atender um telefonema, seja honesto sobre as
perguntas que não pode responder, isso aumentará sua
credibilidade.
-
Dedique tempo para saber o que está acontecendo na comunidade,
o que aconteceu no passado e como a população se
sente com relação ao fato. Eles acreditarão
em você se o considerarem uma fonte confiável de
informação.
-
Sempre escreva as perguntas e dúvidas apresentadas pela
comunidade, dando-lhes um retorno. Leve em conta as sugestões
ao planejar ações futuras.
- Trate os membros
da comunidade com respeito e paciência. Escute com atenção
e reconheça as idéias e as contribuições
da comunidade.
| 4.
Desenvolvimento do plano de comunicação de risco
para a saúde |
|
O plano de comunicação
de risco para a saúde ajudará a aumentar seu conhecimento
sobre a situação, evitando que se pule etapas. Também
permitirá manter a consistência das mensagens e poupar
tempo e recursos.
Se estiver trabalhando em uma situação de crise ou de
emergência, onde não há tempo para desenvolver
um plano completo de comunicação de risco, dedique alguns
momentos para elaborar um esboço da sua estratégia de
comunicação.
Seu plano de comunicação de risco deve:
4.1 Passos
para desenvolver seu plano de comunicação de risco para
a saúde
-
Desenvolva seu plano com antecedência e sempre antes de
apresentar-se à comunidade afetada.
-
Seja flexível, e leve em conta os assuntos e as situações
inesperadas que possam surgir.
-
Para manter sua estratégia relevante, revise e atualize
o plano à medida que ocorrerem mudanças.
-
Considere e escreva todos os pontos de interesse para estar preparado
caso precise consultar seus dados.
- Continue desenvolvendo
o plano conforme for obtendo mais informações sobre
a situação e a comunidade.
Antes de visitar uma
comunidade, deve-se ter um conhecimento claro sobre suas preocupações.
Quando se finge saber o que é preciso fazer, o resultado é
aborrecimento, falta de confiança e ressentimento por parte
dos membros da comunidade.
4.2 Definição
de comunidade e segmentos da população-alvo
A comunidade pode
estar segmentada e cada um desses segmentos pode ter preocupações,
necessidades e interesses diferentes. Isso se aplica tanto aos membros
da comunidade que se expressam verbalmente como àqueles que
não o fazem, mas que devem ser levados em conta e incluídos.
Cuidado para não qualificar uma comunidade apenas pelas opiniões
de um grupo, ou de indivíduos que se destacam.
4.3 Como identificar
sua população-alvo
Considere os grupos
que:
- Têm idéias
úteis e podem facilitar as ações.
- Estejam previamente
envolvidos nesse assunto.
- Podem ser afetados,
ou se vêem como afetados.
- Podem sentir-se
relegados ou desprezados se não forem incluídos.
4.4. Que perguntas
fazer
-
Os membros da comunidade têm alguma coisa em comum? (idade,
idioma, lugar de residência, etc.).
-
O que sabe a respeito dos conhecimentos, atitudes e comportamentos
da comunidade?
-
Existem práticas culturais ou sociais que devemos considerar?
- Existem canais
de comunicação para grupos específicos (grupos
de baixo nível educacional, minorias que falam algum dialeto)?
4.5 Grupos-alvo
potenciais
- Pessoal estadual
na área de saúde, saúde ambiental, recursos
naturais ou ecologia.
- Pessoal local e
autoridades eleitas (funcionários municipais da saúde,
prefeito, administrador ou encarregado e autoridades do conselho
de saúde ambiental, comitês locais e conselho de planejamento).
- Representantes
de grupos de cidadãos organizados para esses assuntos.
- Vizinhos e indivíduos
não filiados a nenhuma entidade, que vivem próximo
à área afetada.
- Profissionais da
saúde (médicos e enfermeiras).
- Representantes
dos negócios locais (câmara de comércio e governo
local).
- Grupos cívicos
ou associações de amigos de bairro.
- Diretores das escolas
locais.
- Partes potencialmente
responsáveis.
- Meios de comunicação
como público, e como meio para outros públicos.
- Outras instituições
governamentais.
- Advogados que representam
os cidadãos em um pedido relacionado ao assunto em questão.
- Membros de organizações
profissionais.
- Professores universitários.
Depois de identificar
quem deseja atingir, estratifique seu público em um grupo primário
e um grupo secundário. O grupo-alvo primário será
formado pelas pessoas que você quer influenciar de alguma maneira
com suas mensagens. O grupo-alvo secundário será composto
por aqueles que têm influência sobre o grupo primário.
4.6 Estabelecer
prioridades para seu público
Ao identificar e definir
seu público por grupos, você também pode estabelecer
as prioridades para esse público e decidir:
-
Que segmento do público-alvo é mais importante.
-
Que segmento do público-alvo é importante, porém
menos crítico devido a sua influência, efeito sobre
o assunto ou relação com o grupo primário.
- Que segmento do
público não será alvo das mensagens do seu
programa de comunicação.
Isso ajudará
a tomar decisões sobre as mensagens e sobre os canais de comunicação
onde serão veiculadas e garantirá que os recursos do
programa sejam usados de forma produtiva.
| 5.
Identificação das preocupações da
comunidade |
|
Depois de determinar
os grupos do seu público-alvo é importante identificar
as características e as particularidades de cada um dos grupos.
O mais seguro é desenvolver mensagens e ferramentas de comunicação
diferentes para atingir os diversos grupos da comunidade.
5.1 Forma
de identificar o que faz a comunidade reagir
As comunidades respondem
de forma positiva ou negativa a um assunto que lhes afeta, segundo
sua percepção e a importância que esse assunto
tenha sobre a vida das pessoas. Algumas preocupações
que se pode observar são:
-
Saúde: Quando
surge um problema de saúde, a comunidade recorre aos indivíduos
que podem fornecer informações. Quando a saúde
das crianças está em perigo, a comunidade reage
fortemente contra as pessoas ou organizações que
atentam contra o bem-estar das crianças.
-
Segurança:
Quando a segurança de uma comunidade está comprometida
(por exemplo, devido à exposição a um produto
tóxico), seus membros se unem para lutar contra o perigo
potencial.
-
Economia: Algumas comunidades aceitam e apóiam
empresas que não têm medidas de proteção
ambiental porque elas constituem fonte de emprego e sustentam
a economia local, mas sem dúvida reagem de forma negativa
quando o valor de suas propriedades é afetado. Por exemplo,
os donos de negócios podem se preocupar com o impacto econômico
que lhes causará um determinado risco.
- Ambiente:
Todas as pessoas desejam um ambiente limpo. Quanto a esse aspecto,
pode-se sempre esperar o apoio da comunidade.
5.2 Outras
preocupações da comunidade
A população
pode manifestar sua preocupação com os seguintes aspectos:
- Estética
- Desenvolvimento
comercial
- Desenvolvimento
de áreas verdes e recreativas
- Assuntos que gerem
possíveis demandas
- Política
- Turismo
- Valor da propriedade.
5.3 Resposta
da comunidade a preocupações específicas
A melhor maneira de
entender as preocupações da comunidade é perguntar
diretamente aos participantes da comunidade. Primeiro verifique com
os representantes institucionais se já existem informações
ou planos de entrevistas com a comunidade. Nesse caso, pode-se incluir
as seguintes perguntas para a comunicação de risco:
- Quais são
suas principais preocupações com relação
a este lugar (assunto)?
- Que tipo de informação
você precisa?
- Com que freqüência
gostaria de ser informado e atualizado sobre o assunto?
- Onde obtém
a maioria das informações?
- Como quer que as
informações lhe sejam dadas?
- Como quer que nos
comuniquemos com vocês?
- Sabe se existe
algum grupo que precise de informações especiais?
- Sabe se é
falado outro idioma ou dialeto nessa comunidade?
Ao compilar essas
informações, não se esqueça de incluí-las
no plano de comunicação de risco para a saúde
e na elaboração das mensagens. Procure satisfazer as
expectativas e necessidades da comunidade, embora tenha que lembrá-los
que não poderá atender a todas as solicitações.
5.4 Calendário
de entrevistas com os representantes do público-alvo
As entrevistas se
realizam melhor em um ambiente informal. Lembre-se dos pontos abaixo
quando realizar entrevistas com os membros da comunidade:
-
Familiarize-se com os assuntos mais importantes da comunidade.
-
Elabore perguntas que ajudem a entender melhor as preocupações
da comunidade.
-
Faça uma lista dos convidados para as entrevistas e inclua
representantes de vários grupos para poder explorar suas
preocupações.
-
Nas entrevistas de grupo explique claramente a finalidade da entrevista
para que os participantes saibam o que esperar.
-
Prepare um cronograma de entrevistas individuais para organizar
seu tempo.
-
Sempre que possível, um técnico poderá lhe
ajudar a responder as perguntas técnicas que surgirem durante
a entrevista.
-
Não invente respostas nem faça promessas que não
poderá cumprir ou que sejam inadequadas à sua instituição.
-
Escreva as informações que obteve nas entrevistas
e use-as para desenvolver seu plano de comunicação
de risco.
Para obter as informações,
você pode fazer o seguinte:
-
Discuta as preocupações da sua comunidade com colegas
que tenham passado por situações semelhantes.
-
Realize reuniões informais com membros da comunidade interessados
no assunto em questão para ter uma idéia melhor
sobre suas preocupações.
-
Faça uma pesquisa sobre as preocupações e
distribua nas reuniões ou envie pelo correio.
-
Peça aos participantes das reuniões que escrevam
suas preocupações ou que façam as perguntas
por escrito no começo das reuniões.
5.5 Participação
da comunidade
Envolver a comunidade
o mais rápido possível é um elemento importante
no processo de comunicação de risco. Isso não
só ajudará a ganhar a confiança e apoio da comunidade
como proporcionará informações importantes sobre
as preocupações e perspectivas do seu público.
Seu contato com a comunidade se inicia no momento em que você
estabelece uma comunicação pessoal ou telefônica
com as pessoas. Entre em contato com os representantes da comunidade,
e peça-lhes informações sobre como desejam interagir
com você e com a sua instituição, antes de tomar
as decisões de comunicação.
5.6 Passos
para uma interação eficaz com os membros da comunidade
-
Estabeleça contato com as autoridades chave e líderes
comunitários. Dê seu nome e contato institucional
(endereço da agência, telefone e número de
fax).
-
Estabeleça as datas e horários das reuniões.
Procure estabelecer horários convenientes para os participantes
(pode ser à noite ou nos finais de semana).
-
Divulgue as datas das reuniões com antecedência e
utilize canais apropriados para divulgar a informação.
-
Comunique-se com outras instituições envolvidas
e forneça as informações para as reuniões.
- Realize sessões
públicas e distribua materiais informativos (informações
gerais e específicas e seu cartão de visitas). Faça
um resumo da situação e compartilhe com seus contatos
chave e outros representantes da comunidade.
5.7 Acompanhamento
das preocupações da comunidade
Às vezes, as
preocupações da comunidade variam de acordo com a informação
que a população recebe. Também é possível
que ocorra uma mudança de posição. Por exemplo,
se uma empresa poluente é fechada, alguns trabalhadores podem
ficar indignados com a perda de emprego. Mas, em algumas ocasiões
estarão dispostos a relatar situações sobre como
jogavam resíduos tóxicos nos rios por ordem de seus
superiores, ou sobre como desativaram os mecanismos de controle de
contaminação. Isso representa uma mudança na
sua situação pessoal que re-alinha suas prioridades
e que pode influenciar outras pessoas da comunidade.
Para acompanhar as mudanças produzidas pelas preocupações
da comunidade:
-
Reúna-se com freqüência com seus contatos locais
e líderes comunitários importantes.
-
Acompanhe os jornais e os noticiários locais.
-
Mantenha contato informal com os moradores da comunidade.
| 6.
Avaliação da comunicação de risco
para a saúde |
|
Se você não
avaliar sistematicamente suas atividades de comunicação
de risco para a saúde não poderá saber se o objetivo
da população foi atingido, se suas mensagens estão
sendo comunicadas de forma eficaz, ou se houve uma mudança
no comportamento.
A avaliação
pode ter efeitos no planejamento (formativa) e determinar os efeitos
imediatos (de processo), de médio prazo (de produtos) e de
longo prazo (impacto) das atividades de comunicação
de risco.
-
Avaliação formativa:
É realizada antes ou nas fases iniciais de um programa
e permite revisões de acordo com o feedback recebido do
público. Algumas ferramentas incluem grupos focais para
comprovar a compreensão das mensagens. A avaliação
formativa também pode ser feita em diferentes momentos,
à medida que vão mudando os assuntos em questão,
as mensagens ou o público-alvo.
-
Avaliação do processo: Envolve
uma revisão ou auditoria das atividades que foram desenvolvidas
e ajuda a documentar se as atividades foram realizadas de acordo
com o planejado. Simplesmente documentar se um determinado número
de panfletos foi distribuído não significa que tenha
sido feita uma comunicação. Os diferentes níveis
de avaliação incluem pesquisas de leitura, reuniões
de avaliação e solicitação de feedback.
-
Avaliação de produtos: Determina
se os objetivos de curto prazo foram cumpridos, se houve mudanças
de conhecimento, atitudes e comportamentos. Utiliza pesquisas,
grupos focais, reuniões um a um e entrevistas porta a porta.
-
Avaliação de impacto: Determina
os efeitos de longo prazo da intervenção. Como o
trabalho em campo tende a ter uma permanência curta nas
comunidades, é difícil medir as mudanças
de longo prazo na situação da saúde da população,
ou as mudanças nas políticas como resultado da comunicação
de risco por si só. Sem dúvida, as atividades de
comunicação de risco podem resultar em mudanças
mensuráveis de longo prazo. A avaliação de
impacto mede as mudanças nas taxas de morbidade e mortalidade,
mudanças de comportamento sustentáveis ou mudanças
nas políticas. As ferramentas para medir essas mudanças
são as revisões das informações secundárias
e as análises das políticas.
Observação:
Desenvolva uma estratégia de avaliação à
medida que for planejando suas atividades de comunicação
de risco para a saúde, a fim de determinar se os objetivos
originais foram atingidos.
Consulte o apêndice
do Guia para Planejamento da Comunicação de risco para
a Saúde e os Instrumentos de Planejamento que são apresentadas
ao final do mencionado guia para planejar as atividades de comunicação.
| 7.
Guia rápida para o planejamento da comunicação
de risco para a saúde |
|
Embora seja preferível
utilizar o guia completo de planejamento que segue anexo, existem
ocasiões em que temos pouco tempo para desenvolver as atividades
de comunicação de risco (uma hora ou até menos).
Nesses casos, usamos o guia rápido (vide
anexo) para planejamento que é apresentado nas
próximas páginas como um ponto de referência para
desenvolver nosso plano de comunicação de risco. Recomendamos
que seja usado o guia completo (vide
anexo) quando a situação de crise o permitir.
Lembre-se que na maioria das vezes podemos prever situações
que podem acontecer e prepararmo-nos adequadamente para evitar crises
ou emergências desnecessárias.
| 8.
Planejamento da avaliação e lista de comparação |
|
Antes de chegar
à comunidade
-
Existe alguma semelhança entre a comunidade que vive
essa situação e outras comunidades? (características
demográficas como renda, nível educacional, residência
rural versus urbana, grupos étnicos, idioma, etc.).
-
A situação é a mesma? (produtos tóxicos,
etc.).
-
A rota de exposição é semelhante a de situações
anteriores?
Quando tiver
chegado na comunidade
- Colete informações
para determinar a linha de ação. Alguns exemplos incluem:
-
Faça uma pesquisa de conhecimento em uma reunião
pública inicial.
-
Revise os registros dos telefonemas aos serviços de saúde
ou entreviste os funcionários da saúde.
-
Reúna as informações sobre o número
de crianças que foram levadas ao serviço de saúde.
- Planeje e implemente
a avaliação formativa.
-
Faça esboços de cartazes, folhetos, panfletos
informativos e outros materiais escritos. Realize grupos focais
com diferentes grupos da comunidade para testar seu material.
-
Peça feedback sobre o desenho, facilidade de leitura,
adaptação cultural e compreensão do material.
Faça as adaptações necessárias.
-
Use um programa de computador para testar o nível de
leitura do material escrito, como folhetos informativos (aplicável
apenas a materiais em inglês).
- Desenvolva um sistema
de documentação para acompanhar a avaliação
do processo. Alguns exemplos incluem:
- Manter registros
dos telefonemas para os números de emergência e ajuda.
- Fazer listas
de presença para as reuniões.
- Planejar e implementar
uma avaliação de produtos. Alguns exemplos incluem:
-
Aplicar sua pesquisa de conhecimento em uma reunião pública
como teste final.
-
Fazer um número pequeno de entrevistas porta a porta
com membros das comunidades específicas.
-
Revisar estatísticas dos serviços de saúde
sobre o número de crianças que estão na
situação em questão desde que iniciaram
suas atividades.
-
Comparar os números com a informação de
base que você obteve ao chegar na comunidade
Depois das
atividades de campo
- Prossiga com a
avaliação de produtos:
-
Faça
pesquisas de acompanhamento, por correio, com uma amostra de
membros da comunidade para determinar mudanças no conhecimento,
atitudes ou comportamento;
- Continue revisando
as estatísticas dos serviços de saúde para
determinar mudanças no comportamento.
- Considere se é
apropriado fazer uma avaliação de impacto:
|