Aspectos básicos da comunicação


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Noções e história da comunicação
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A palavra comunicação vem do latim comunicare que significa “transmitir1 , o que define a finalidade da comunicação, que é levar a todas as pessoas o conhecimento e sentimentos com relação a uma particularidade ou a um conjunto de particularidades.

Não temos dados precisos sobre quando e como ocorreu o primeiro ato de comunicação, apenas suposições e conjecturas que não podem ser comprovadas. Não podemos esquecer que a idade estimada do nosso planeta é de quatro bilhões e 500 milhões de anos e que durante três bilhões de anos só houve vida nos oceanos. A vida animal teve início há aproximadamente 500 milhões de anos. O Homo sapiens surgiu há apenas 40 mil anos e durante todos esses milênios têm sido registrados inegáveis atos de comunicação.

Com o objetivo de se obter uma melhor compreensão do conceito, apresentamos a seguir algumas definições.

Aristóteles: “O objetivo principal da comunicação é a persuasão, isto é, a tentativa do orador de fazer com que as outras pessoas tenham o mesmo ponto de vista que o seu”.

Aranguren: “Comunicação é a transmissão de uma mensagem usando um emissor, um meio e um receptor”.

André Martinet: “É a utilização de um código para transmissão de uma mensagem sobre uma determinada experiência em unidades semiológicas, com o objetivo de permitir que os homens se relacionem entre si”.

Willar Quine: “Comunicação é a resposta indiscriminada de um organismo perante um estímulo”.

Flores de Gortari: “Homem, sociedade, cultura, civilização e progresso são conceitos que se revalidam reciprocamente com uma indiscutível proximidade; mas a força que promove a interação desses processos a partir do fato fundamental da existência, assim como o sangue que proporciona vida ao homem fisiológico, é a comunicação”.

David K. Berlo: “É o processo mediante o qual um emissor transmite uma mensagem por meio de um canal para um receptor”.

De la Torre Zermeño y Hernández: “Comunicação é o processo mental onde interagem um emissor e um receptor para o intercâmbio de idéias, conhecimentos, experiências e sentimentos que se transmitem por meio de um código, uma mensagem e um canal adequado”.

Os avanços tecnológicos e o surgimento de diversas redes de intercomunicação eletrônica têm dado espaço para definições menos apegadas à interação humana. Fala-se, portanto, da comunicação entre organismos que não são necessariamente conscientes, nem estabelecem laços afetivos, mas apenas respondem a uma seqüência lógica de impulsos dentro de um programa pré-estabelecido, tendo como resultado o intercâmbio automático de informações.

As redes bancárias são um exemplo disso. Comunicamos nossa necessidade de dinheiro a um computador que, por sua vez, se comunica com o banco de dados que verifica se o solicitante tem fundos suficientes. Se a resposta for afirmativa, é enviada uma ordem ao caixa automático para entregar a quantia solicitada, fazendo a respectiva dedução da conta corrente do solicitante.

As formas de comunicação vão se distanciando cada vez mais das formas humanas tradicionais para entrar em uma comunicação impessoal com entidades com as quais não é possível a transmissão de razões, sentimentos, nem de experiências.

Isso nos leva à discussão dos teóricos quanto ao fato de comunicação e informação serem a mesma coisa, ainda que a maioria ache que a informação seja parte da comunicação e, portanto, o todo é maior que as partes e não podem ser sinônimos.

Um exemplo seria o seguinte. Suponha que você receba uma mensagem e a decifre ou decodifique. Se, ao entender seu significado você só obtém dados, então se trata de uma informação. Porém, se muda de atitude e dá ao emissor uma resposta, então foi estabelecida uma comunicação.

As mensagens estão sempre cheias de informação. Porém, só aquelas que são complementadas com o retorno do receptor fecham o ciclo da comunicação: emissor-meio-receptor-meio-emissor.

Vejamos um exemplo:

Emissor: Alfa-centauro chamando o planeta Terra
Meio: Planeta Terra não responde
Emissor: Alfa-centauro chamando o planeta Terra
Meio: Planeta Terra não responde.

Como não há resposta, podemos afirmar que houve falha na comunicação, apesar de a informação do chamado ter chegado até algum receptor no planeta Terra. A falta de resposta pode ser em decorrência de muitas causas, por exemplo: o código não foi adequado, o meio foi inadequado ou a combinação de ambos. Mas o certo é que o emissor em Alfa-centauro percebeu que não houve comunicação.

Se tivesse ocorrido o seguinte caso:

Emissor: Alfa-centauro chamando o planeta Terra
Meio: Planeta Terra responde
Receptor: Prossiga, Alfa-centauro.

No momento em que Alfa-centauro escuta a resposta ao seu chamado, a comunicação se inicia.

Com o exposto, podemos dizer que a comunicação é uma relação que os indivíduos estabelecem dentro de uma comunidade com o objetivo de obter um entendimento recíproco.
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1 "comunicare" significa "pôr em comum, tornar conhecido, fazer saber, participar, ligar, pôr em contacto, transmitir, conviver com. Ter correspondência. Ter passagem comum".

Importância da comunicação humana (em linguagem oral e escrita)
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Desde as primeiras comunidades humanas (hordas, clãs, tribos) o homem tem tido necessidade de comunicar-se para interagir com seu grupo ou círculo social a fim de vencer os desafios da sobrevivência. Isso nos leva a dizer que a comunicação humana é um fenômeno intrinsecamente social.

O ser humano é naturalmente gregário, ou seja, se une a outros semelhantes, convive com eles e participa na evolução e desenvolvimento de seu grupo. Essa comunicação, que no início era rudimentar e baseada em gestos e gritos, ao evoluir atingiu uma forma de comunicação observável apenas entre os seres humanos: a linguagem.

O homem foi capaz de falar quando conseguiu discriminar os sons e aplicá-los a determinados objetos que faziam parte do seu ambiente e logo pôde formular idéias subjetivas e abstratas provenientes de sentimentos e vivências que faziam parte do conjunto de experiências sociais e ambientais. Depois de atribuir sons específicos a determinados objetos, o passo seguinte foi concatenar esses sons já discriminados e articulados, e uni-los em uma seqüência lógica até formar a linguagem articulada.

A linguagem falada se caracteriza por ser convencional, tácita e arbitrária. Convencional porque existe um acordo de aceitação entre os falantes para nomear os objetos, tal acordo é tácito e subentendido. Arbitrário porque os criadores de cada língua utilizaram seu arbítrio, e não uma relação lógica, para nomear um objeto de acordo com o gosto ou a circunstância, embora se possa entender que os falantes primitivos tenham discutido como nomear os objetos.

A linguagem escrita surgiu muito tempo depois que a oral, quando o pensamento humano já havia evoluído o suficiente e suas necessidades de intercomunicação foram se complicando, especialmente no desenvolvimento de atividades econômicas.

O caminho percorrido pela humanidade para chegar até a linguagem escrita foi longo e gradual. Os egípcios, por exemplo, desenvolveram os hieróglifos que não são mais que uma escrita pictográfica que ao evoluir se transformou em ideográfica e assim puderam comunicar os feitos dos faraós, as inundações do Nilo e a informação científica.

Outra forma de escrita da antiguidade foi a cuneiforme, utilizada pelos escribas mesopotâmicos e que no início também era pictográfica. Depois evoluiu para a fonetização, ou seja, a representação dos sons da linguagem por meio de letras ou símbolos gráficos. Esse avanço foi importante para o desenvolvimento da escrita alfabética.

Na antiguidade existia a lenda de que foram os fenícios que inventaram o alfabeto e que Cadmo, rei de Tebas, o levou para a Grécia. De acordo com os dados históricos, os fenícios eram um povo semita e usaram 22 ideogramas egípcios para representar os sons de sua língua, o que deu origem à escrita fonográfica.

Todos os alfabetos que existem hoje provêm do semítico ou do grego, que deram origem ao romano e do qual se derivaram as línguas latinas e, conseqüentemente, seus alfabetos.

Podemos concluir que a criação da linguagem oral, que antecede a linguagem escrita, é parte crucial da evolução do pensamento humano e representa a consciência desenvolvida no homem e seu afã de solucionar todas as suas necessidades, incluindo a comunicação.

A comunicação animal e humana
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Os seres humanos se diferenciaram radicalmente de todos os outros animais quando aprenderam a fabricar instrumentos de trabalho como machados de pedra, garrotes de madeira, lanças e flechas, que no princípio eram primitivas, mas que deram início ao avanço tecnológico que hoje desfrutamos.

No processo de criação e uso de instrumentos simples de trabalho surgiu a necessidade de comunicação com os outros homens, o que deu origem à linguagem articulada. A comunicação e a linguagem articulada exerceram um impacto na atividade do cérebro, o que nos leva a deduzir que a comunicação criou o homem e graças à comunicação começou o desenvolvimento da sociedade.

São esses processos de comunicação e criação que marcam a diferença entre os seres humanos e os animais. É essa característica de poder exteriorizar pensamentos, que logo se transformam em ações coletivas de sobrevivência e adaptação, que possibilitaram o desenvolvimento da civilização e dessa complexa rede de comunicações que o século 21 ostenta como sua principal característica.

Para gerar esses processos de comunicação, o homem teve, e tem, que reunir as seguintes características:

  • Possuir uma estrutura biológica desenvolvida de tal maneira que possa utilizar os músculos e outros sentidos como a audição, visão, fala, etc.

  • Ter inteligência suficiente para poder conhecer o conjunto de símbolos que são necessários para elaborar e decodificar as mensagens.

  • Ter a capacidade de perceber e analisar o que ocorre no seu ambiente e utilizar as convenções sociais que implicam uma relação entre os símbolos e as coisas por eles representadas.

Pelo fato de terem consciência, os seres humanos podem relatar seus atos e omissões no presente, referir-se ao seu passado e fazer especulações sobre seu futuro. No outros animais, o processo de comunicação é automático, uma vez que dependem de um conjunto de normas instintivas decorrentes da informação genética de cada espécie. Os homens também não escapam a essas particularidades, e é comum vermos um sorriso nos lábios de um recém-nascido, sua reação ante ao sorriso de seus pais e seu choro que nos comunica algum incômodo ou necessidade.

Pode-se observar que as gatas, ao entrarem no cio, emitem miados diferentes daqueles que emitem quando estão com fome, quando brigam, quando manifestam afetividade ou quando chamam seus filhotes. Sem dúvida esses são casos claros de comunicação animal porque em todos eles está envolvida uma mensagem codificada, que provoca uma reação em um receptor qualificado para decodificar a referida mensagem. A grande diferença com a comunicação humana está no fato de que seu repertório de atos comunicativos não inclui o passado e muito menos o futuro.

Apesar da comunicação animal se basear em complexos fônicos, eles não expressam nenhum pensamento que exija uma metalinguagem e, conseqüentemente, não tem abstração nem criatividade, sendo essas duas últimas, até o momento, características encontradas apenas nos seres humanos.

Ciências relacionadas à comunicação 
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Todas as ciências guardam alguma relação com a comunicação porque ela é a base sobre a qual se constrói a transferência do pensamento e do conhecimento entre os indivíduos. Entre as ciências sociais, a psicologia é uma das disciplinas vinculadas ao processo de comunicação.

Psicologia e comunicação

A psicologia estuda o processo de comunicação em quatro níveis, a saber:

  • O nível individual se refere à capacidade do homem de converter-se em um canal, onde o indivíduo interpreta, sintetiza e codifica a realidade.
  • O nível interpessoal tenta estabelecer a relação entre as pessoas que se comunicam, de acordo com a capacidade e habilidade que cada um tem de se comunicar.
  • O nível grupal trata das relações que surgem com a intercomunicação entre as diferentes formas de grupamento humano e dá ênfase às diversas formas de comunicação e desenvolvimento.
  • O nível massivo trata do uso de conhecimentos psicológicos nos meios de comunicação social com o objetivo de influenciar o indivíduo, ou seja, sua percepção, conduta, atitudes ou preferências. Encontra aplicação na publicidade e propaganda para criar uma mudança na opinião pública e ao mesmo tempo avalia e procura explicar as reações que as mensagens de massa provocam no indivíduo e na sociedade.

Existe uma estreita relação entre a psicologia e a comunicação. A primeira estuda a personalidade e a conduta, enquanto que a comunicação estuda os modelos comuns ou estereótipos que de alguma maneira estão orientados pela personalidade e pela conduta dos indivíduos que se comunicam entre si. Entende-se que a personalidade e a conduta são afetadas pelo ambiente social e que esse ambiente, por sua vez, é afetado pelos meios de comunicação.

Comunicação intercultural
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A comunicação intercultural é um campo de pesquisa relativamente recente. A competência intercultural poderia ser definida como "... a habilidade para negociar os significados culturais e de atuar comunicativamente de forma eficaz de acordo com as múltiplas identidades dos participantes" (Bracho GV). Entretanto, temos que levar em conta que uma comunicação eficaz não quer dizer uma comunicação totalmente controlada e sem ambigüidades. A teoria da comunicação já tem assinalado repetidamente que uma comunicação perfeita, mesmo entre interlocutores da mesma cultura, é realmente difícil. As pessoas interpretam as mensagens de acordo com seus conhecimentos, que podem coincidir, ou não, com os do autor da mensagem.

Na comunicação intercultural pode-se ter a impressão que o interlocutor manipula ou interpreta incorretamente nosso discurso. Sem dúvida, o problema não é que os interlocutores estejam manipulando nosso discurso, mas simplesmente a interpretação se faz a partir de outros critérios. Não se pode esquecer que as interpretações variam de uma cultura para outra e que mudam com o passar do tempo no seio de uma mesma cultura. Essa precisão quanto à interpretação e manipulação é importante porque é preciso entender que é possível que as pessoas de outras culturas não façam, necessariamente, um uso mal intencionado ou malicioso de nosso discurso, mas simplesmente aplicam outros critérios interpretativos. Temos que estar preparados para os possíveis mal-entendidos. Para compreender o outro, temos primeiro que compreender sua incompreensão.

O que entendemos por comunicação eficaz? Poderíamos dizer que uma comunicação é eficaz quando se atinge um grau de compreensão aceitável entre os interlocutores. Não é uma comunicação perfeita, mas simplesmente suficiente. No que diz respeito à comunicação intercultural, enfrentamos um desafio que não é nada fácil.

Um dos objetivos dos teóricos da comunicação é estudar o processo da comunicação para aprimorá-lo. Trata-se de estabelecer os elementos essenciais do processo e seu funcionamento. Normalmente, quando nos comunicamos em nossa própria língua e com alguém da nossa própria cultura, não temos muita consciência do processo de comunicação. Sem dúvida, em um ambiente intercultural somos muito mais conscientes dos diferentes elementos do processo de comunicação devido às dificuldades inerentes à comunicação intercultural. Mesmo as pessoas com uma excelente inclinação para contatos interculturais conhecem as dificuldades existentes na comunicação entre pessoas de diferentes culturas. Para conseguir uma capacidade intercultural é necessário produzir uma sinergia entre os âmbitos cognitivo e emotivo para se obter uma conduta intercultural adequada.

A comunicação não é apenas o intercâmbio de mensagens, mas uma construção de sentido. Um discurso pode ter diferentes níveis de leitura que só pode ser atingido pelas pessoas com um bom conhecimento da cultura de origem. A comunicação intercultural implica freqüentemente um certo grau de incerteza. A incerteza é um fenômeno cognitivo que condiciona nossa comunicação porque nos coloca em uma situação de dúvida, de insegurança. Podemos estabelecer dois tipos de incerteza:

a) a incerteza preditiva, relacionada com a predição das atitudes, sentimentos, crenças, valores e condutas do estrangeiro. Ou seja, existe certa dúvida quando se tem que estabelecer uma interação comunicativa com um estrangeiro.

b) a incerteza explicativa, relacionada com as atitudes, os sentimentos e os pensamentos do estrangeiro. Às vezes é difícil encontrar explicação para certas reações de um estrangeiro de acordo com nossos próprios critérios culturais.

Entendemos nosso ambiente com as categorias sociais que adquirimos com a nossa cultura. Se vivêssemos em uma comunidade monocultural, essas categorias seriam suficientes; mas poucas sociedades são totalmente monoculturais atualmente. A interação intercultural nos obriga a ter novas categorias que dêem um sentido adequado à conduta das outras pessoas, e para adquirirmos certa capacidade cognitiva intercultural é necessário por em prática processos metacomunicativos. Precisamos metacomunicarmo-nos, ou seja, temos que ser capazes de explicar o que queremos dizer quando dizemos alguma coisa. Na comunicação intercultural, as pressuposições ou o subentendido devem ser explicados. Certamente isso nos leva a uma comunicação menos ágil, mas é indispensável ter um controle mais estrito da interpretação alheia. Não podemos ter como certo que nosso interlocutor vá interpretar nossa mensagem com o mesmo sentido que lhe damos.

Apesar das dificuldades apontadas, é evidente que a cada dia torna-se mais importante conseguir uma comunicação intercultural eficaz. Foram estabelecidos alguns critérios para o sucesso do diálogo intercultural:

  1. Nada é imutável. Quando iniciamos um diálogo temos que estar potencialmente abertos a mudanças.

  2. Não existem posições universais. Tudo está sujeito à crítica.

  3. Temos que aprender a aceitar o conflito e a possibilidade de ferir sentimentos.

  4. Existe uma certa perversidade na forma como a história nos foi ensinada. Nossas identidades foram construídas em oposição a dos outros.

  5. Nada está fechado. Qualquer situação pode ser sempre reaberta.

Formas de transmitir informações
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A seguir são apresentadas diversas formas nas quais se pode comunicar as informações a um grupo ou grupos de pessoas com características e objetivos diversos.

Material escrito

Os cartazes ou pôsteres são um recurso para os lugares onde existe um grande movimento de pessoas (podem ser vistos nas ruas, hospitais, pontos de ônibus, metrô, associações de bairros, etc.). O cartaz deve ser atraente e feito por designers gráficos para que a mensagem de risco chegue de forma clara e interessante. Se o cartaz estiver sintetizado e com um bom equilíbrio visual, ele permitirá que a mensagem seja captada rapidamente. Seu tamanho deve ser adequado ao conteúdo da mensagem e ao local onde será colocado. Sua durabilidade dependerá do material utilizado e do local onde for afixado, que obviamente será diferente se for um ambiente externo ou interno.

O folheto é uma forma mais fácil de se atingir o público e pode ser entregue diretamente pelo correio. Quando seu conteúdo é preventivo, como no caso dos cartazes, ele deve ter equilíbrio e ser sintético. A tipografia e as imagens também devem despertar o interesse e mobilizar as pessoas para uma ação preventiva. O desenho deve ser suficientemente atraente para despertar interesse no leitor e evitar que seja jogado fora antes de ser lido.

O folheto pode ser o complemento ideal de uma palestra, conferência, congresso, exibição de um video ou de uma peça de teatro de fantoches. A redação deve ter um estilo informativo-persuasivo e, um enfoque educativo claro. É recomendável escolher cuidadosamente as palavras para que não haja significados ambíguo nem duplos sentidos.

Os panfletos distribuídos na rua têm pouco ou nenhum impacto. Muitas vezes as pessoas os recebem com indiferença, principalmente nas grandes cidades.

Existe a possibilidade de se usar outros tipos de publicações mais sofisticadas, dirigidas a um público de nível educacional e social mais elevado. Nos últimos anos temos visto uma proliferação de revistas de divulgação científica que têm um público bem definido entre estudantes, profissionais de diversas áreas, professores e público em geral. Esse tipo de publicação permite a comunicação de riscos onde a mensagem é resultado de uma descrição e análise do problema. Por exemplo, pode-se fazer uma descrição da influência das fontes de contaminação atmosférica, dos processos meteorológicos e das condições orográficas bem como do impacto na saúde das populações de risco (crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos) e a necessidade de estar alerta à divulgação dos níveis de contaminação atmosférica por parte das autoridades com o objetivo de proteger essas populações de risco. Entretanto, o público dessas publicações é reduzido e por isso esses esforços devem ser reforçados com mensagens em vários outros meios.

Material audiovisual

O rádio atinge o ouvido e não a visão do receptor. Suas mensagens são efêmeras. Enquanto o rádio fala ou transmite música, o receptor pode estar escrevendo, dirigindo seu automóvel, correndo no parque ou lendo um livro. Sua atenção não está focalizada, portanto, a comunicação radiofônica depende sempre do fato da pessoa que ouve passar a escutar.

No rádio estão presentes o código lingüístico e o sonoro. É importante notar que a combinação desses dois códigos forma uma sintaxe que imprime à mensagem uma fluidez e rapidez que geram imagens visuais interiores no receptor. Alguns comunicadores radiofônicos manipulam esses códigos e formatos com tamanha presteza que podem seduzir e dissuadir seu público com grande facilidade. Sendo o rádio o método de difusão mais próximo das pessoas, ele é o meio que pode privilegiar as medidas de prevenção relacionadas aos desastres naturais e aos danos que as ações do homem podem causar (acidentes de trânsito, problemas de contaminação, acidentes ambientais, alterações das condições sanitárias, etc.).

O rádio é síntese, concisão, imediatismo, simultaneidade e rapidez. É por meio dele que a linguagem e os sons devem mostrar a clareza e a simplicidade das mensagens. O rádio se comunica com um público heterogêneo, com diferentes níveis de compreensão. Por esse motivo é preciso assegurar que as mensagens radiofônicas possam atingir todos os níveis de público e que despertem o interesse de cada um. Temos visto que as mensagens com palavras de ordem, embora freqüentes, nem sempre têm o impacto esperado, por isso se recomenda que a mensagem seja sugestiva e persuasiva.

As mensagens preventivas que adquirem formato publicitário podem chegar a influenciar positivamente a conduta do receptor. Deve-se evitar a emissão de uma trilha sonora em uma mensagem audiovisual porque o público pode ter uma interpretação errônea da mensagem. Também se deve tomar cuidado ao escolher as vozes e deve-se evitar aquelas associadas a produtos publicitários. A voz que transmitirá a mensagem no rádio deve ser clara, segura e sem nenhuma conotação adicional. No formato para o rádio é necessária muita criatividade, uma rígida seleção do código sonoro e concisão. Não se pode esquecer que no rádio se trabalha com a sugestão, a persuasão e também com a imaginação do ouvinte.

Uma outra maneira de se transmitir mensagens de risco pode ser por meio de entrevistas, reportagens e informes especiais. Falar pelo rádio significa explicar, contar e dialogar com o receptor.

As características fundamentais da televisão são a simultaneidade, a instantaneidade e a atualidade. Esse meio desenvolveu uma tecnologia que agilizou a informação audiovisual. O receptor é quase um protagonista dos fatos mostrados por esse meio. Em uma hora de televisão pode-se transmitir informações sobre a cirurgia das meninas gêmeas no Oriente, sobre a bomba que explodiu em uma zona urbana de uma cidade latino-americana, a explosão de um gasoduto no Alasca, o choque de trens na Europa e muitas outras notícias.

A atividade televisiva regional tem um desenvolvimento eficiente nos espaços jornalísticos apresentando notícias locais, regionais e internacionais, o que desperta o interesse comunitário. Nesse contexto pode-se inserir as mensagens de comunicação de riscos. Se o propósito é criar uma cultura de prevenção e proteção, os meios eletrônicos podem participar desse esforço.

Para que se tenha sucesso com a comunicação preventiva pela televisão, seu plano deve ser preparado com muito cuidado. Isso significa trabalhar com os três códigos fundamentais: imagem, audio e texto. Além da codificação correta e da escolha do formato, a comunicação de riscos que se faz através da televisão deve estar bem posicionada dentro da programação e considerar especialmente os segmentos onde ela será incluída, os horários, o público e a área de influência do canal (programas regionais, nacionais e internacionais). Por outro lado, as mensagens audiovisuais são rápidas, por isso a seleção das imagens, palavras e sons deve levar essa característica em consideração. A conduta do receptor pode ser melhor influenciada se as mensagens preventivas forem bem desenhadas, contendo apenas uma idéia principal adaptada ao público-alvo ao invés de vários conceitos.

Os materiais dirigidos ao público televisivo devem ser elaborados com extremo cuidado e sempre levando em conta a comunicação de massa, os horários de transmissão e se serão veiculadas em canais abertos ou fechados.

O vídeo é outro meio interessante para divulgar a informação. Como o vídeo envolve a realização de programas gravados, ele é dirigido a um público reduzido. Esse formato é ideal para trabalhar públicos específicos (por exemplo, trabalhadores agrícolas), embora seja importante enfatizar que sua produção é cara e que é necessário escolher os momentos e locais corretos para sua exibição. Nesse caso, a codificação varia de acordo com o público ao qual é dirigido. A utilidade dessa modalidade educativa é importante porque permite a expressão visual e conta com o apoio sonoro necessário a todo tipo de divulgação educativa que complemente a presença do pessoal técnico. A exibição de um vídeo pode enriquecer outras ações comunicativas como o diálogo com um público específico, debates, entrega de folhetos informativos, repetição de cenas que devem ser fixadas, etc.

Referências bibliográficas
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  1. Bracho GV. Introducción y conceptos básicos de la comunicación. http://www.imacmexico.org/ev_es.php?ID=2156_201&ID2=DO_TOPIC

  2. Bratschi G. Comunicando el desastre. Faculdade de Ciências Políticas e Sociais. Universidade Nacional de Cuyo. Serie Extensión, Mendoza, Argentina, 1995.

  3. Alsina, R.
    http://www.cidob.org/Castellano/Publicaciones/Afers/rodrigo.htm

 
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