No ano de 2003, a OPS criou uma unidade de avaliação e administração de riscos para a saúde, que tem como objetivo fortalecer a capacidade dos países para desenvolver, aplicar e avaliar as políticas e intervenções de saúde pública com o fim de monitorar, avaliar, comunicar e controlar os riscos ambientais, ocupacionais e dos consumidores.

Como o desenvolvimento tecnológico nos expõe a múltiplos fatores de risco, a comunicação de risco desempenha um papel fundamental para facilitar a compreensão e o gerenciamento de risco por parte de todos os envolvidos. Com este curso, desejamos construir um processo interativo de intercâmbio de informações que leve à geração de propostas locais para o gerenciamento de risco.

Sejam bem-vindos a este curso. Aqui vocês encontrarão orientações teóricas e a metodologia sobre a comunicação de risco, os elementos que a compõem, suas estratégias e os procedimentos para uma intervenção eficaz nessa área. Nosso objetivo é que vocês desenvolvam habilidades para elaborar planos de comunicação com a população alvo e tenham uma visão operacional e sustentável sobre a comunicação de risco. Os objetivos deste curso são:

  • Descrever o processo de comunicação de risco como parte da metodologia de gestão de riscos.
  • Oferecer os antecedentes sobre a evolução da comunicação de risco e seus mitos.
  • Discutir os componentes, as formas e as etapas da comunicação de risco.
  • Reconhecer a importância da percepção de risco e os fatores que a influenciam.
  • Definir os atores envolvidos na comunicação de risco e seus papéis.
  • Definir as formas mais eficazes para enfrentar as incertezas.
  • Definir a forma de avaliar as diversas etapas do processo.
  • Definir as necessidades do plano de comunicação de risco de acordo com a comunidade e o problema em questão.
  • Identificar os profissionais e pessoas que devem participar do plano de comunicação de risco.
  • Propor processos alternativos de participação comunitária a partir de redes e atores sociais.
  • Descrever os elementos metodológicos que garantam a sustentabilidade das propostas de intervenção, com ênfase na comunicação de risco.
  • Determinar formas de envolver os meios de comunicação como um legítimo colaborador.
  • Explorar alternativas mais efetivas para gerenciar os conflitos e as situações de emergência.
  • Descrever a importância da linguagem corporal como fator fundamental da comunicação.
  • Realizar exercícios práticos e estudos de caso relacionados com os fatores da comunicação de risco.
  • Facilitar o acesso a diversas fontes de informação, tanto eletrônicas como impressas, sobre o tema..
Quais são os objetivos deste curso?
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Objetivo geral do Curso

Gerar e fortalecer as competências na comunicação de risco para a saúde associados ao ambiente, por meio de metodologias com enfoque teórico e prático aplicáveis aos países da América Latina e Caribe.

Objetivos específicos

  1. Conhecer os antecedentes, mitos, componentes e processo da comunicação de risco.

  2. Reconhecer a importância da percepção de risco e dos fatores que a influenciam, além dos atores chaves e seus papéis.

  3. Elaborar, colocar em prática e avaliar um plano de comunicação de risco de acordo com as necessidades das diferentes comunidades e seus problemas específicos, incluindo situações de crise e emergência.

  4. Proporcionar processos sustentáveis de participação comunitária que garantam a permanência das atividades geradas pelo plano de comunicação de risco.

Quem possibilitou este curso?
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Este curso foi desenvolvido no contexto do projeto CDC/OPAS (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e da Organização Pan-Americana da Saúde) e é promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde, através da Unidade de Avaliação e Gestão de Riscos da Área de Desenvolvimento Sustentável e Saúde Ambiental (SDE/OPAS).

O conteúdo técnico foi desenvolvido e testado em cursos de capacitação presencial por:

  • A Mestra em Ciências Ana Rosa Moreno, ex-funcionária da OPAS/OMS e atual Coordenadora do Programa de Saúde Ambiental, da Fundação México – Estados Unidos para a Ciência (FUMEC), com sede na cidade do México, D.F., e

  • O Doutor Óscar Tarragó, Coordenador de Capacitação em Comunicação de Risco, da Agência de Registro de Substâncias Tóxicas e Enfermidades (ATSDR), do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com sede em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos.

Posteriormente, o material foi enriquecido e transformado em um curso autodidático. Durante este processo, se realizou uma reunião em Lima, Peru, em setembro de 2003, onde foram discutidos os materiais de ensino. Esta reunião também contou com a participação dos seguintes profissionais:

  • Dr. Diego González Machín, Assessor Regional de Toxicologia, SDE/OPAS
  • Dr. Marcelo Korc, Assessor Regional de Qualidade do Ar, SDE/OPAS.
  • Biól. Lourdes Mindreau, Assessora de Atenção Primária Ambiental, SDE/OPAS.
  • Eng. Marco A. Ramírez Chávez, Engenheiro Ambiental, SDE/OPAS.
  • Dra. Irasema Araceli Guerrero Lagunes, Chefe Estadual de Promoção da Saúde e dos Serviços de Saúde do Estado de Veracruz, México.
  • Pedagoga Mitz Ferreira, Consultora Técnica, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, Ministério da Saúde do Brasil.
  • Dr. Hugo Marcelo Aguilar Velasco, Coordenador de Pesquisas, Instituto Nacional de Higiene e Medicina Tropical “Leopoldo Izquieta Pérez”, Quito, Equador.
  • Lic. Beatriz Schippner, Técnica em Comunicações, Programa de Água e Saneamento, Banco Mundial, Lima, Peru.

Também contribuíram:

  • Dr. Jesús Barragán Flores, Coordenador do Programa de Saúde Familiar e Comunitária dos Serviços de Saúde de Veracruz, México.
  • Carlos Wilson de Andrade Filho, Assessor em Comunicações da Representação da OPAS/OMS no Brasil.
  • Liduina Gisele Timbó Aragão, Consultora Técnica em Metodologia da Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil.

A revisão técnica dos textos traduzidos para o português foi realizada por:

  • Liduina Gisele Timbó Aragão, Consultora Técnica em Metodologia da Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil.
  • Jacira Cancio, assessora da unidade técnica de saúde e ambiente da Representação da OPAS/OMS no Brasil.
  • Mara Lúcia Oliveira, assessora da unidade técnica de saúde e ambiente da Representação da OPAS/OMS no Brasil.
A quem se dirige o Curso?
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Este curso se destina aos tomadores de decisão, profissionais, pessoal técnico e operacional das instituições públicas, organizações não-governamentais e acadêmicas, estudantes e todas as pessoas interessadas na comunicação de risco.

O quê esperamos do participante? 
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Nosso propósito é que o material deste curso lhe ajude a melhorar seu desempenho na comunicação de risco para a saúde, dirigida a diversos públicos, e a reconhecer a importância da participação comunitária na solução dos problemas que a afetam.

Qual é a metodologia do curso?
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O curso é interativo e de auto-aprendizagem. Você o segue de acordo com suas possibilidades de tempo e não contará com o apoio de professores. Ao completar todos os módulos, poderá fazer o exame eletrônico que aparece na janela principal abaixo do título EXAME. Caso aprovado, o participante receberá o certificado de conclusão do curso.

Uma outra modalidade é a administração do curso em universidades onde existam instrutores nacionais que orientam o estudo dos módulos. Ao completar os módulos com sucesso, o participante recebe um certificado dos correspondentes créditos acadêmicos.

Sugestão
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Como a comunicação de risco é um processo com vários componentes e etapas, sugerimos que o material seja estudado na ordem apresentada para otimizar o aprendizado.

Observação final 
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Em cada um dos capítulos do curso há ícones que indicam que o material é uma Apresentação em Power Point ou um Arquivo em PDF, entre outros. Dependendo das características do seu computador (memória, microprocessador, capacidade do disco rígido, sistema operacional e programas instalados), esses arquivos podem demorar a ser visualizado. Por isso, recomendamos que primeiro transfira os arquivos para o disco rígido, para depois abri-los para estudar.

Arquivo em
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